MARINA ELALI -
O SABIÁ BRASILEIRO

O SABIÁ LARANJEIRA -
AVE SIMBOLO DO BRASIL

COMPOSITOR ZÉ DANTAS E LUÍS GONZAGA

SABIÁ
Composição: Luiz Gonzaga e Zé Dantas
MIDI
A todo mundo, eu dou psiu
(Psiu, psiu, psiu)
Perguntando por meu bem
(Psiu, psiu, psiu)
Tendo o coração vazio
Vivo, assim, a dar psiu
Sabiá, vem cá, também
(Psiu, psiu, psiu)
A todo mundo, eu dou psiu
(Psiu, psiu, psiu)
Perguntando por meu bem
(Psiu, psiu, psiu)
Tendo o coração vazio
Vivo, assim, a dar psiu
Sabiá, vem cá, também
(Psiu, psiu, psiu)
Tu que anda pelo mundo
(Sabiá)
Tu que tanto já voou
(Sabiá)
Tu que fala aos passarinhos
(Sabiá)
Alivia a minha dor
(Sabiá)
Tem pena d'eu
(Sabiá)
Tens, por favor
(Sabiá)
Tu que tanto anda no mundo
(Sabiá)
Onde anda o meu amor?
(Sabiá)
A todo mundo, eu dou psiu...

E MARINA NASCEU DESSE AMOR:
SAMI ELALI E SANDRA MARIA DANTAS ELALI

MARINA E SUA AMADA AVÓ IOLANDA SIMÕES DANTAS. A OUTRA VOVÓ QUERIDA ESTÁ NO CÉU - MARY ELALY -, DESDE O ANO PASSADO, OUVINDO O SEU SABIÁ MIMOSO ASSOBIANDO PELAS NUVENS, NUMA SINFONIA DE FAZER DORMIR E SONHAR!

JOSÉ DANTAS, MAIS CONHECIDO COMO ZÉ DANTAS - MÉDICO E COMPOSITOR, AVÔ MATERNO DE MARINA ELALI.

MARINA EM SUAS BRILHANTES PERFORMANCES NA DANÇA DO VENTRE, ORIUNDA DOS SEUS ANCESTRAIS PATERNOS.

ZÉ DANTAS EM PASSEIO PELO SUDESTE, COM A LINDA ESPOSA IOLANDA SIMÕES DANTAS!

MARINA - O GRANDE ECO DA VOZ BRASILEIRA, NUMA NOVA GERAÇÃO. GRANDE INTÉRPRETE, PARTICIPOU DE INÚMERAS NOVELAS, SERIADOS, FILMES E AGORA É INTEGRANTE DO ELENCO DE "O BRAVO RETUMBANTE", MINISSÉRIE DA GLOBO!

ZÉ DANTAS E IOLANDA SIMÕES DANTAS, CASAMENTO EM 1954 (AVÓS MATERNOS DO SABIÁ BRASILEIRO)

MARINA ELALI - A GRANDE VOZ, A BELA ESTRELA, A PAIXÃO MUNDIAL - O "MITO"!

ZÉ DANTAS E LUÍS GONZAGA

ZÉ DANTAS
José de Souza Dantas Filho, pernambucano de Carnaúba, distrito do Pajeú das Flores, nasceu a 27.02.1921 e cresceu vendo o Riacho do Navio correr para o rio Pajeú e este para o São Francisco, conforme registrou em uma canção de 1955 (Riacho do Navio). Dentre os inúmeros parceiros musicais de Luiz Gonzaga, é considerado pelos poetas nordestinos como o maior de todos. Este genial poeta conheceu Luiz Gonzaga em 1947 numa festa na casa de amigos em Recife. Luiz puxando o fole da sanfona, e com a sua voz nasalada de tenor caboclo, cantando toadas sertanejas. Zé Dantas contava “causos” e cantava loas aprendidas no chão batido dos forrós à luz de candieiros. A surpreendente coincidência de motivação os tornou amigos e a música os fez parceiros. Desde então, baseados no sincretismo musical das melodias ibérica, ameríndia e gregoriana que são responsáveis pela origem da música nordestina e, apoiados no ritmo da sanfona e firmados no pitoresco linguajar caboclo, eles divulgaram os costumes, a arte, a cultura e a vida do homem das caatingas. Juntos cantaram o sabiá, a acauã, o sensualismo das morenas nordestinas, o forró dos cabras brabos, o xaxado de Lampião, a grandeza da cachoeira de Paulo Afonso, o maracatu do Recife, as rancheiras nordestinas, o baião que era a dança da moda, as toadas sertanejas, o xote das meninas, as marchinhas juninas, as flores e até as abelhas do sertão. Se com Humberto Teixeira, Luiz Gonzaga conseguiu mostrar a vida e a saga de um povo sofrido, mas lutador, com Zé Dantas os temas sertanejos ganharam mais profundidade, porque o Zé nasceu e cresceu no Sertão enquanto Humberto saiu do Ceará para o Rio ainda criança. Indo Zé Dantas estudar no Recife, conheceu mais de perto o coco e o maracatu, e mais tarde fez músicas que serviram para divulgar estes ritmos, como por exemplo, Derramaro o Gái (coco) e o Rei Bantu (maracatu). A partir do primeiro encontro de Zé Dantas com Gonzaga em 1947, este último encheu o balaio com músicas que o Zé tinha prontas com letra e melodia. Estas músicas somente foram divulgadas a partir de 1950, coincidentemente o ano em que Zé Dantas desembarcou no Rio de Janeiro para fazer residência médica no Hospital dos Servidores, e como Gonzaga foi o responsável pela vestimenta das músicas de Zé, produzindo arranjos de sanfona até hoje nunca superados, passou também a assinar a autoria das músicas, coisa muito comum naquela época, quando o divulgador da música também tinha direito à autoria. Os maiores sucessos de Zé Dantas foram: Vem Morena (1950), Cintura Fina (1950), A Volta da Asa Branca (1950), Sabiá (1951), Imbalança (1952), São João na Roça (1952), Acauã (1952, sem parceria de Gonzaga), A Letra I (1953, dedicado à noiva de Zé, Iolanda), O Xote das Meninas (1953, gravado até por Marisa Monte), ABC do Sertão (1953), Riacho do Navio (1955), Paulo Afonso (1955), O Delegado no Coco (1957, somente de Zé Dantas), além de Forró em Caruaru (Zé Dantas, unicamente), gravado por Jackson do Pandeiro em 1957. O último sucesso de Zé Dantas, uma deliciosa prosa chamada Samarica Parteira, somente foi gravada por Gonzaga em 1974, no LP Sangue Nordestino. Foi Zé Dantas o primeiro compositor de protesto neste País. A sua música Vozes da Seca (1953) foi um duro recado aos políticos que só iam ao Nordeste atrás de votos, e que nas estiagens, estimulavam a que os ricos irmãos sulistas ajudassem aos pobres do sertão. Os versos foram:
Seu doutor os nordestinos
Têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulistas
Nesta seca do sertão
Mas doutor, uma esmola
A um homem que é são
Ou lhe mata de vergonha
Ou vicia o cidadão.
Em 11.03.1962, após uma longa doença que o deixara hospitalizado por quase um ano, morria Zé Dantas, ainda na juventude dos seus 41 anos e após ter composto mais de uma centena de músicas. Nas pequenas cidades do interior, nos sítios, nas fazendas, nas feiras de gado, nas reuniões de poetas, de vaqueiros, de amantes da boa música nordestina (popular brasileira, por que não?), não se falava em outra coisa. Estava morto o poeta do sertão. O próprio Gonzaga gravou uma música em sua homenagem cujos versos dizem:
Chora comigo Nordeste
Chora comigo Sertão
Chora o caboclo que veste
Roupa de couro e gibão
Chora meu olho dágua
Chora meu pé de algodão
As folhas estão se orvalhando
Com saudades do nosso irmão
Zé Dantas
As saudades são tantas...
O corpo de Zé Dantas foi sepultado no cemitério de Santo Amaro, em Recife/PE.
FONTE DE FOTOS E TEXTOS: GOOGLE
Esta biografia é colaboração do sr. Abílio Neto, do Recife.
http://www.revivendomusicas.com.br/biografias_detalhes.asp?id=332
Fotos de Marina: www.rodrigoloureiro.com.br
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